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Tecnologia e Manejo

Antes do contêiner, o diagnóstico: o PEIEX chega ao bananal catarinense

Reunião no Porto de Itajaí definiu como o programa de qualificação para exportação vai chegar ao produtor: diagnóstico, análise de mercado e preparação da cadeia, com a Calábria como alvo inicial.

23 ABR 2026
Antes do contêiner, o diagnóstico: o PEIEX chega ao bananal catarinense

23 de abril de 2026 · Tecnologia e Manejo

Em 23 de abril de 2026, o auditório da superintendência do Porto de Itajaí reuniu instituições e produtores para tirar do papel a parte operacional da rota europeia. Estavam presentes Thiago Morastoni, assessor executivo do Porto de Itajaí; Daniel da Cunda Corrêa da Silva, consultor de negócios internacionais do Sebrae; Luana Krieger, do Sistema CNA-Senar; Eliane Cristina Müller, da Associação dos Bananicultores de Corupá; e Bertolino Bachaman, prefeito de Luiz Alves. Segundo Morastoni, sendo um porto público, o Itajaí acabou liderando a articulação dos produtores, com o objetivo de se tornar o grande ponto de exportação da banana catarinense para a Itália e para o mundo.

Duas estratégias foram definidas: identificar os produtores já aptos ao mercado internacional e apoiar aqueles com potencial de adaptação. Os encaminhamentos são diagnóstico dos produtores, análise de mercado e preparação da cadeia, com foco declarado na viabilidade e no padrão de consumo italiano. A Calábria segue como alvo inicial; o Mercosul, como destino atual.

Vale reparar na ordem das coisas. O PEIEX não vende banana — ele qualifica quem vai vender. Entre a missão diplomática de março e um contêiner efetivamente embarcado existe essa etapa intermediária, invisível e demorada, em que alguém precisa olhar propriedade por propriedade e responder o que a fruta catarinense tem e o que lhe falta para atender a exigência de um comprador europeu. A separação explícita entre aptos e com potencial de adaptação indica que a resposta, hoje, não é a mesma para todo mundo.

A lição prática é que o diagnóstico do PEIEX começa em casa, antes de o consultor chegar. Registro de aplicação de defensivo, rastreabilidade por lote, classificação consistente de calibre, controle de câmara e de maturação: quem já tem esses controles funcionando entra na coluna dos aptos; quem não tem entra na coluna da adaptação — e adaptação leva safras, não semanas. Nada disso se improvisa no mês do embarque.

Entre a missão diplomática e o primeiro contêiner existe uma etapa que não vira notícia: alguém conferindo, propriedade por propriedade, se a fruta aguenta a viagem e a exigência.

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23/04/2026: o PEIEX (ApexBrasil/Sebrae) desce ao bananal catarinense. Reunião no Porto de Itajaí define diagnóstico dos produtores, análise de mercado e preparação da cadeia para o padrão italiano. Duas trilhas: quem já está apto e quem precisa se adaptar.

Fontes

Foto: Pexels