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Tecnologia e Manejo

Nitrogênio de menos, fósforo e potássio demais: por que SC produz 24 t/ha onde caberiam 50

Pesquisa da Epagri com o IDR-Paraná identificou um padrão de erro na adubação dos bananais do Sul — e a própria Epagri distribui de graça o software que ajuda a corrigi-lo.

19 AGO 2026
Nitrogênio de menos, fósforo e potássio demais: por que SC produz 24 t/ha onde caberiam 50

19 de agosto de 2026 · Tecnologia e Manejo

Uma pesquisa conduzida por Gelton Guimarães, da Epagri na Estação Experimental de Itajaí, em parceria com o IDR-Paraná e publicada na Revista Brasileira de Fruticultura, comparou a produtividade real e a potencial dos bananais do Sul. A média medida foi de 24,6 toneladas por hectare em Santa Catarina e 23,5 no Paraná, contra um potencial acima de 50 toneladas por hectare para Cavendish na região. Ou seja: metade do que a planta entregaria.

O padrão de erro identificado é contraintuitivo, porque não é falta de investimento em adubo — é adubo no lugar errado. O estudo aponta nitrogênio aplicado em quantidade insuficiente e, ao mesmo tempo, doses de fósforo e potássio excessivamente altas, causando desequilíbrio nutricional. Em algumas regiões, soma-se correção de acidez inadequada.

As referências da Embrapa ajudam a dimensionar o desperdício. Na tabela de recomendação por análise de solo, quando o fósforo no solo está acima de 30 mg/dm³, a orientação é simplesmente não aplicar. E o parcelamento importa tanto quanto a dose: a recomendação é dividir nitrogênio e potássio em seis parcelas — ou no mínimo quatro — aplicando aos 2, 4, 8 e 12 meses, e distribuir o fertilizante em círculo numa faixa de 10 a 20 cm de largura, a 30 a 50 cm de distância da planta.

A lição prática tem ferramenta e é gratuita. A Epagri publicou o AdubaBanana 1.0, desenvolvido por Álvaro José Back e Gelton Guimarães e descrito no Boletim Técnico nº 219: o software interpreta análises de solo e de tecido foliar, calcula doses de corretivos e fertilizantes com estimativa de custo, gera calendário de adubação e um “fertilograma” que mostra deficiências e excessos. Mas ele precisa de uma entrada que muita propriedade não tem: a análise de solo e a foliar. Sem isso, a adubação segue sendo o maior custo variável da lavoura decidido no chute.

Não é falta de adubo — é adubo no elemento errado, na dose errada e na hora errada, pago integralmente.

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Epagri e IDR-Paraná: bananais de SC produzem 24,6 t/ha e do PR 23,5 t/ha, contra potencial acima de 50 t/ha. O padrão de erro: nitrogênio de menos, fósforo e potássio demais. A Epagri distribui de graça o AdubaBanana 1.0 para corrigir isso.

Fontes

Foto: Jakub Samberger / Pexels